06/07/2010 -
A retirada dos camelôs do Centro de Parnamirim, principalmente da Avenida Brigadeiro Everaldo Breves, no trecho entre a Praça Paz de Deus e a Rua Edgar Dantas, foi uma tema amplamente debatido na Câmara Municipal.
Na visão do vereador Clênio José dos Santos (PV), o primeiro a abordar o assunto, a retirada dos camelôs daquela área deveria acontecer com a máxima urgência pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, para trazer um novo panorama para o Centro da cidade.
"As calçadas ficando livres das barracas, bancas e pequenos trailers que tanto incomodavam os moradores, seria bom para a população, teríamos uma área mais arejada e as pessoas poderiam caminhar tranquilamente e não mais pelo asfalto", destacou o vereador.
Para Clênio Santos, "todos são pais de família e precisam trabalhar, mas este não é um local adequado, nem pra eles, nem pra gente".
"É importante a compreensão de que a presença de camelôs ocupando o áreas de passeio público e prejudicando a acessibilidade traz um prejuízo enorme para a população", afirmou Clênio.
A saída dos camelôs das calçadas do Centro também foi defendida pelos vereadores Gildásio Figueiredo, Walkíria Fonseca e Valério Felipe Santiago, que também entendem que a presença deles atrapalha a vida de quem precisa transitar pelas ruas.
"Mas a Prefeitura deve disponibilizar um espaço para que os camelôs possam trabalhar, que poderia ser na área do Mercado Velho", afirmou Walkíria, acrescentando que a reabertura da rua Tenente Ferreira Maldos é um pleito antigo dos comerciantes daquela área.
"Nós entendemos que houve um equívoco com o fechamento daquela rua e a criação do calçadão. A sua urbanização pela Prefeitura iria solucionar dois problemas: a reabertura da rua e a reinstalação dos camelôs em um local apropriada", disse.
O vereador Valério Felipe Santiago disse ser a favor da retirada dos camelôs, desde que haja um espaço mais confortável, que poderia mesmo ser na área do Mercado Velho, "mas que para isso ocorrer deveria haver um amplo debate sobre o assunto com os próprios camelôs, para que estes não sejam prejudicados".