11/06/2010 -
O assunto vem mobilizando a Câmara Municipal há duas semanas. Atualmente, por ação dos vereadores, a obra de construção do Presídio Provisório para mulheres no bairro Parque Industrial, com capacidade para 60 presas, por parte da Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania do Rio Grande do Norte, encontra-se interditada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semur).
Nesta quinta-feira (10), a Câmara Municipal vai realizar, às 19h, audiência pública para discutir assunto, com a participação da comunidade do bairro. A audiência pública foi proposta pela vereadora Kátia Carvalho (DEM) depois de procurada em seu gabinete por lideranças, comerciantes e moradores da região que estão preocupados com o impacto da instalação do equipamento na comunidade.
O objetivo da audiência é colher mais informações sobre o projeto e discutir com a comunidade como se dará o processo de construção, manutenção e a segurança do presídio.
Os vereadores Kátia Carvalho e Sérgio Andrade (PP) são os que mais têm se envolvido no assunto. Eles alegam que a obra não tem nenhum tipo de licenciamento urbano e a decisão da secretária Ana Michele Cabral de determinar a interdição foi acertada.
Além disso, a obra está causando revolta aos moradores daquela comunidade, que alegam que a presença de mulheres presas vai aumentar a violência ainda mais na região.
Um abaixo-assinado com cerca de quatro mil assinaturas também será entregue ao governador Iberê Ferreira de Souza pelos moradores, através do presidente do Conselho Comunitário do Parque Industrial, Isaac Marques.