03/06/2010 -
A construção de um presídio provisório para mulheres no bairro Parque Industrial, em Parnamirim, com capacidade para 60 presas, por parte da Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania do Rio Grande do Norte está causando revolta aos moradores daquela comunidade. Os moradores não concordam com a obra alegando que a violência vai aumentar ainda mais na região já marcada pela violência.
Ao solidarizar-se com os moradores, a vereadora Kátia Carvalho de Lima (DEM) afirmou que a obra estaria sendo construída sem autorização da Prefeitura de Parnamirim. “Eu falei com a secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano e ela me disse que não tinha conhecimento de nenhum alvará para construção daquela obra. Também, o prefeito Maurício Marques confirmou que não tinha conhecimento dessa construção”, afirmou a vereadora.
Os vereadores Sérgio Andrade (PP) e Gildásio Figueiredo (PSB) também se posicionaram contra a construção do presídio em Parnamirim.
Na quinta-feira (20), os moradores realizaram uma audiência pública que contou com presença de um representante da Sejuc, que cuidou de tranquilizar a população, afirmando que o presídio não afetará a segurança da população.
O presídio já está sendo construída na rua Rio Madeira, próximo à linha férrea, em uma área residencial próximo de escolas, residências e comércio. O presidente do Conselho Comunitário do Parque Industrial, Isaac Marques, diz que a população está revoltada com o fato, pois sabe que esse presídio além de desvalorizar os imóveis irá aumentar a criminalidade, sem falar dos riscos de fuga, tiroteio e rebelião. “A comunidade é contra essa implantação por entender que uma cadeia pública ou presídio provisório não pode ser construído em áreas residenciais”, afirmou.