16/12/2009 -
A polêmica envolvendo os proprietários de bares e moradores do bairro Cohabinal, que parece não tem data para acabar, pode estar com os dias contados. A discussão já dura cerca de 20 anos e coloca de um lado os comerciantes que precisam do estabelecimento comercial e do outro os moradores insatisfeitos com a poluição sonora e visual causada pelos freqüentadores dos estabelecimentos.
A Câmara Municipal resolveu entrar na briga. O vereador Gildásio Figueiredo (PSB) levou ao assunto à tribuna da Casa, afirmando que o poder legislativo não pode ficar omisso diante do problema que se agrava a cada dia. “A área está sendo transformada em local de tráfico de drogas, bebedeira, excesso de poluição sonoro e prostituição. Temos que lutar para haja uma definição quer por parte do poder público, quer por parte da Justiça. O que acontece é que mais de 70% dos moradores querem a retirada dessas barracas”, afirmou Gildásio, que recebeu o aparte de outros vereadores.
Na tentativa de chegar a um acordo, a Associação dos Moradores da Cohabinal (AMC) entrou com um pedido junto ao Ministério Público para ingresso de ação cível para desocupação da área.
O presidente da AMC, Francisco da Assis Júnior (Júnior Engenheiro), afirmou que os moradores da Cohabinal acusam os barraqueiros de invadirem dois terrenos que, somados, medem cerca de três mil metros quadrados. Anteriormente, os proprietários dos bares se defenderam alegando que têm permissão para ficar no local e geram emprego e renda para várias pessoas. Os bares abrem sempre no final da tarde, mas é à noite, especialmente depois das 22h, que os moradores se sentem mais incomodados.
O presidente da Câmara, Rosano Taveira da Cunha (PRB), propôs a criação de uma comissão especial de vereadores para acompanhar a solução do problema e buscar junto a Prefeitura a retirada dos barraqueiros. “Eu defendo a retirada das barracas e falo em nome dos moradores do bairro onde resido, assim como da Associação dos Moradores da Cohabinal (AMC), da qual sou seu vice-presidente. Vamos lutar para uma solução”, destacou Taveira.